Uma Grande Reforma Religiosa
"Nem antes nem depois do rei Josias houve um governador como ele, que se voltasse para Yahweh, o Senhor, de todo o coração, de toda a alma e com todas as suas forças, em conformidade com tudo o que ensina a Torá, a Lei de Moisés". _(2 Reis 23.25 KJA).
Graça e Paz!
Estamos iniciando um novo ano. A maioria de nós está em férias coletivas há alguns dias. Pausa muito necessária para o desfrute de nossa família, para o descanso de nossos corpos e também de nossas mentes. Entretanto, sempre deve haver um tempo reservado em nosso dia-a-dia para nutrirmos um profundo relacionamento com Deus e para meditarmos em Sua vontade revelada a nós através das Escrituras. Talvez, muitos de vocês, assim como eu, gostam de fazer planejamento anual e estabelecer algumas metas para o ano que se inicia. Mas para muito além disso, precisamos avaliar determinadas áreas de nossa vida à luz da Bíblia e alinhar o que for necessário.
Hoje, podemos dizer que experimentamos uma fé que é fruto da Reforma Protestante iniciada por homens que Deus levantou no século XVI. Erroneamente, muitas pessoas acreditam que uma reforma serve para estabelecer novos fundamentos que nortearão a nossa vida a partir de então. Porém, para muito além disso, a Reforma iniciada por Lutero, Calvino e tantos outros não trouxe absolutamente nada de novo, ao contrário, o resgate dos fundamentos clássicos que já haviam sido estabelecidos por Jesus Cristo e pelos apóstolos. Reformar implica em voltar atrás. Retornar ao exato local onde saímos da rota para somente a partir daí recomeçar a trilha.
Com Josias não foi diferente. A história do monarca, rei de Judá, começa no capítulo anterior. Josias era filho de Amon e neto de Manassés, uma linhagem de reis perversos e idólatras. A genealogia dos soberanos de Judá era um tanto quanto problemática. Alguns reis agradaram a Deus, no entanto a maioria deles cometeram grandes abominações aos olhos de Yahweh. Josias poderia simplesmente ser um produto do seu meio e replicar práticas arraigadas de sua família, mas ao contrário disso, o capítulo 22 de 2 Reis esclarece que o rei "praticou o era correto e agradável aos olhos de Yahweh, o Senhor e procurou agir em tudo de acordo com os princípios de Davi, seu antepassado, sem se desviar para direita nem para esquerda".
Sabemos, segundo a Palavra do Senhor, que é impossível não pecarmos. A natureza de Adão em nós comprometeu nossa liberdade de escolher entre fazer o bem e o mal. Contudo, aqueles que são eleitos de Deus e remidos pelo sacrifício vicário de Cristo carregam sobre o si, como fruto da Graça de Deus, o selo do Espírito Santo. A natureza de Cristo agora impressa em nós, nos ajuda a resistir a tentação e a escolher não pecar.
Como primeiro passo de seu reinado, Josias ordenou a reparação do templo. Nesta feita, o sumo-sacerdote Hilquias encontrou o livro da Torá que foi chegou às mãos do rei através do escrivão Sefã. Inconformado com o que leu e com as palavras da profetiza Hulda, Josias chegou à conclusão que há muito o seu povo já havia abandonado completamente a Lei do Senhor e que o juízo, portanto, seria certo. Em uma atitude surpreendente, o rei ordenou que se reunissem todos os anciãos e autoridades de Judá e Jerusalém. Josias imediatamente renova a aliança com Deus e implementa uma grande reforma religiosa que você poderá ler em 2 Reis 23.1-30.
Aos dezesseis anos de idade, Josias buscou a Deus e procurou agradá-Lo. Aos 20, iniciou um grande movimento de reavivamento e reforma em Judá. Dentre as mudanças efetuadas, podemos destacar:
1. Retirou do templo todos os utensílios idolátricos.
2. Removeu os sacerdotes idólatras dos lugares altos.
3. Retirou e destruiu a imagem da deusa pagã Asera,
4. Derrubou os lugares de prostituição idolátrica do templo.
5. Profanou os lugares altos e destruir os altares das portas da cidade.
6. Removeu os carros e cavalos dedicados ao Deus Sol.
7. Destruiu os altares pagãos que estavam no templo.
8. Destruiu o bezerro de ouro de Betel.
9. Executou todos os sacerdotes pagãos.
10. Celebrou a Páscoa.
Há muito tempo eu ouço algumas igrejas e alguns cristãos dizerem que desejam um avivamento. Talvez seja uma concepção errônea do verdadeiro sentido do conceito. Avivamento não é chorar, sentir arrepios, gritar, balbuciar palavras que ninguém compreende ou rolar no chão. O avivamento não está associado a um sentimento diferente ou a uma experiência. O avivamento está associado a uma atitude, a um comportamento.
O avivamento sempre sucede a um movimento de reforma, que como vimos anteriormente, implica em voltar às origens. A reforma de Josias foi uma das primeiras reformas protestantes de que se tem registro na história. Muitas outras se seguiram, até chegar ao século XVI. Esta reforma se segue aos dias de hoje. As bases estão lançadas, precisamos apenas verificar em que estamos errando para retornarmos à essência.
Eu poderia desejar ricas bênçãos materiais sobre o seu ano de 2024. Poderia desejar e orar por paz, saúde, prosperidade, longevidade. Mas creio que melhor do que tudo isso é desfrutarmos de uma vida espiritual abundante e frutífera, caminhando em veredas que agradem o nosso criador e influenciando as pessoas a nossa volta para fazer o mesmo. Você e eu devemos avaliar o nosso ano de 2023. Verificar firmemente em que erramos, onde caímos, em que desagradamos a Deus e onde nos distanciamos dEle. Sempre há tempo de voltar.
Desejo e oro para que o nosso ano de 2024 seja repleta de reformas que nos levem à direção da vontade de Deus para nós. Em todas as áreas de nossas vidas.
Feliz Ano Novo.
Fábio Luiz de Souza
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